
Por Claudio Humberto / Coluna da Folha PE
Além de problemas na licitação milionária para recrutar agência de propaganda (algumas com histórico de escândalos de corrupção, inclusive no mensalão do primeiro governo Lula), a estatal Correios está às voltas com a cobrança judicial de R$ 300 milhões, a partir do calote do aluguel de galpão logístico, pertencente ao fundo imobiliário TRBL11, da Rio Bravo, além de multa rescisória pelo contrato de longa duração, onde funciona o Centro Logístico de Contagem (MG), dos mais importantes da estatal. O calote de R$ 12 milhões/mês começou em novembro de 2024.
Dívidas de água e IPTU engrossam a fatura. Para piorar, os Correios querem empurrar o custo da manutenção na gestora até deixar o local.
O imóvel está apto para operação, com a burocracia resolvida: laudo de engenharia, Corpo de Bombeiros, secretarias estaduais e da Defesa Civil
A gestora já notificou os Correios administrativamente e segue o rito até a coisa desaguar no Judiciário. O contrato vence só em 2034.
A coluna pediu explicações ao endividado Correios, que não cansa de perder dinheiro público. Não houve resposta. O espaço segue aberto.