Foto: reproduçãoPor Magno Martins
A exemplo de Lula, que enfrenta o pior período de todos os seus mandatos, o PT vive uma crise, dividido em várias alas que não se entendem sobre os rumos do partido e do governo. Há os que pregam uma guinada à esquerda e outros que defendem a necessidade de diálogo com todos os setores para pôr fim à polarização no País. Humberto convocará o Diretório Nacional em até 60 dias. É uma exigência do estatuto, em caso de renúncia ou licença do presidente, para oficializar o nome do substituto. No dia 6 de julho, o PT promoverá eleições diretas para renovar sua direção em todo o País.
Os petistas experimentam uma divisão mais acentuada em pelo menos sete estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Piauí. Em Pernambuco, aliados dos senadores Teresa Leitão e Humberto Costa devem se enfrentar, representando visões distintas. Enquanto Costa é próximo à governadora Raquel Lyra (PSDB), Teresa é aliada do prefeito de Recife, João Campos (PSB). O grupo de Costa apoia o secretário-geral do diretório, Sergio Goiana. Já os aliados de Teresa estão na fase de discussões internas, mas devem lançar um opositor.