
Problemas enfrentados por municípios pernambucanos que sofrem com a estiagem e os impactos causados pelo funcionamento de complexos eólicos motivaram pronunciamentos na reunião plenária desta quarta (19). Outro tema em destaque foi o impulso econômico gerado pela produção de uniformes escolares da rede pública estadual no polo de confecções do Agreste.
Seca
A decretação do estado de emergência em 117 municípios pernambucanos por conta da falta de chuvas marcou o discurso do deputado Luciano Duque (Solidariedade). “A estiagem não é novidade para o povo do Sertão, mas isso não significa que devemos aceitar isso como uma sentença inevitável. A seca não pode ser tratada apenas como um fenômeno climático, mas como um problema social que exige uma resposta urgente do poder público”, alertou.
O parlamentar também cobrou ações conjuntas entre o Governo do Estado e o Governo Federal em apoio às atividades agrícolas e pecuárias locais. Entre as medidas sugeridas por Duque, estão a ampliação do envio de carros-pipa, da manutenção e instalação de poços artesianos, da recuperação de barragens e adutoras e do crédito ao agricultor.
Usinas eólicas
João Paulo (PT) repercutiu a escuta promovida pelo Governo do Estado, na última terça (18), com famílias afetadas pelo barulho de turbinas eólicas no município de Caetés, no Agreste Meridional. O deputado relatou que moradores têm sofrido com problemas de saúde e danos à produção agropecuária.
O petista valorizou a mobilização coletiva dos afetados em busca de soluções junto ao poder público e argumentou que medidas emergenciais são necessárias. “Defendo a paralisação temporária das usinas eólicas nos casos mais graves, uma decisão que requer intervenções judiciais. Defendemos ainda a suspensão de novas torres no Estado até que critérios claros sejam estabelecidos”, afirmou.