A Polícia Federal faz buscas no apartamento do ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD), em São Paulo, na manhã desta quarta-feira (19).
A ação é decorrente da delação da JBS. Um delator afirmou que o político recebeu uma mesada de R$ 350 mil por mês em 2009, quando ainda era prefeito da capital.
A operação também faz buscas no apartamento do irmão do ministro, Renato Kassab. A ação desta quarta também ocorre em São Bernardo do Campo, São José do Rio Preto e Natal. Os mandados a serem cumpridos nesta quarta foram autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes.
Em resposta à Jovem Pan, o ministro respondeu que “confia na Justiça brasileira, no Ministério Público e na imprensa, sabe que as pessoas que estão na vida pública estão corretamente sujeitas à especial atenção do Judiciário, reforça que está sempre à disposição para quaisquer esclarecimentos que se façam necessários, ressalta que todos os seus atos seguiram a legislação e foram pautados pelo interesse público”.
O inquérito com base na delação da JBS investiga se Kassab cometeu corrupção passiva, lavagem de dinheiro e caixa dois. O caso apura o suposto pagamento do grupo J&F ao ministro por meio de contratos com as empresas Yape Transportes e Yape Consultoria, ligadas a Kassab.
A investigação mira ainda os repasses feitos pelo grupo a Kassab referentes a uma suposta compra de apoio políticos do PSD pelo PT.
Em acordo de colaboração premiada, Wesley Batista disse que quando era prefeito da capital paulista, Kassab recebia R$ 350 mil de propina por mês em aluguel de caminhões. Os pagamentos foram feitos, segundo o executivo do grupo J&F por seis anos, resultando em cerca de R$ 20 milhões.
Já Ricardo Saud, outro executivo do grupo, disse em delação que Kassab teria vendido apoio político do PSD à campanha de Dilma Rousseff ´`a reeleição na Presidência em 2014.